quarta-feira, setembro 28, 2005

Queimando a rosca

Já leram a Bizz nova? Tudo muito bonito, tem até tirinha do meu herói de infância, o Arnaldo Branco (que voltou após um longo inverno, confiram), e umas matérias infernais. O que eu mais gostei foi da resenha do cara horrorizado com o show do Netinho de Paula - espero mais matérias desse tipo, sem preconceito com as músicas legais que não são rock estrangeiro nem rock brasileiro dos anos 80 (ui).

A única merda que eu achei é que a revista é quase um manifesto anti-Marcelo D2. Chega a ser patético: os caras tentam levantar a bola pro Yuka queimar o cara, e sorte que o cara é manco mas não é trouxa. Também tem uma chamada de capa lamentável de uma matéria sobre o B-Negão: "O D2 sempre foi um capitalista". Ah, vão se fuder.



O B-Negão é massa porque nao faz sucesso, e o D2 é um verme porque vai pro Faustao, toca na Daslu e aparece em capa de revista de playboy? O cara não fez nenhum tipo de juramento de desapego, até porque a natureza que ele abraçou nunca foi muito a do São Francisco. Nunca vou entender essa raivinha pré-adolescente que esses caras metidos a descolados tem do que faz sucesso com todos os públicos. Até minha avó suinga com o cara. E o sujeito da entrevista com o Yuka parecia uma mocinha, toda ressentida, simplesmente por ele estar falando de maconha em shows para playboys - coisa que o Planet Hemp sempre fez também, só que sem o mesmo sucesso comercial. Tomar no cu.

Nem sou o maior fã do D2 no mundo, voces tao ligados, mas acho o som do cara bacana e fico feliz que um bicho como ele esteja fazendo um sucesso fudido. Reclamar que ele fez acústico é coisa de coitado. Essa patrulha da Bizz só não foi mais coitada que a chegada que a Trip deu no D2 uns meses atrás, numa enterevista muito da escrota. O cara que fez aquela matéria parecia uma puta traída, foi a coisa mais ridicula que eu já li na Trip (tirando as colunas do Ricardo Guimarães e daquele careca chato pra caralho).

E digo mais, primeira capa da Bizz que tiver o Renato Russo eu paro de comprar a revista. A não ser que a chamada seja VINTE ANOS DEPOIS, CAÍMOS NA REAL: LEGIÃO URBANA ERA UMA MERDA.

terça-feira, setembro 27, 2005

Anyone want to get some cheeseburgers and hit the cemetery?

Tá pra nascer filme melhor que Os Excêntricos Tenenbaums. É o filme mais bonito que eu já vi, e eu já vi umas 50 vezes e me emociono toda vez que vejo. É de cortar o coração, e só não concorda comigo quem não entendeu o filme.


Eu vo cume a tia do batimã!

Qual não foi minha surpresa quando chego em casa e vejo, na Sessão de Gala, Os Excêntricos Tenenbaums ainda no comecinho. Que filme bonito, até dublado eu me emocionei.

Mas eu queria saber se existe algum filme ou série que não tenha a voz da Lois Lane do seriado Lois & Clark, que fazia também a Priscila da TV Colosso. É sempre ou ela ou aquela moça que fazia a mulher do Dino da Silva Sauro que fazem as vozes de qualquer filme existente. Ou as duas, quando tem muita mulher no filme. Aposto que elas tem comunidade no orkut e tudo.


sexta-feira, setembro 16, 2005

Sonhei que tive um sonho



Dia desses, estava pensando o quão legal seria para o Brasil, como essa entidade regional que é, enquanto isso tudo, se a Maria Rita gravasse uma canção com o João Kléber. Na verdade, não foi dia desses, foi agora, lendo uma resenha bem chapa branca a respeito do disco novo da vesguinha preferida dos cadernos culturais. Fico pensando na sorte que ela teve, e no azar que tem a Cristiane Oliveira, que vive sendo sacaneada pelo marido na Malhação. A mesma vesguice, mundos tão diferentes.

O fato é que, mesmo sem ouvir o disco da Maria Rita, todo mundo já sabe que é uma bosta. Ainda mais quando ela diz que regravou "Minha alma", do Rappa, pois sempre quis ter pra si essa "coisa do social". Às favas com o social, essa mulher só gravou essa porra dessa música porque o autor é manco (demasiadamente manco), e porque ela nao sabe escrever nada. "Não é o momento", ela justifica. Pois que fique calada, ó, Maria Rita. Mas aposto que essa é a paz que ela não quer, certo?

Enfim, estou tentando voltar a ter raiva de coisas menores, pra voltar a elaborar textos risíveis. Façamos o que possamos. Boa viagem.

sexta-feira, setembro 02, 2005

Grandes Polêmicas da MPB

É de conhecimento dos amantes da nona arte que Namor, o príncipe submarino, é um dos grandes algozes de Reed Richards, o inteligente e elástico líder do Quarteto Fantástico. Todo o entrave existente entre os dois grandes personagens da Marvel Comics se dá graças a um enredo bastante mexicano, por assim dizer. O lorde Atlante tem uma queda toda especial pela contraparte amorosa do imaginauta grisalho, a bela, loira, voluptuosa e invisível Sue Richards.


O bonachão aquático chamando na concha, digo, na chincha

Era esse o cenário conhecido pelos leitores de quadrinhos até hoje, ou pelo menos até o lançamento do disco mais polêmico da história: 4, sugestivo nome do novo álbum do Los Hermanos. A obra polêmica dos barbudos cariocas passaria incólume, não fosse o atento ouvido de nossa equipe de reportagem. Rodrigo Amarante, o Häggar brasileiro, destila todo seu veneno se colocando no lugar do dr. Reed Richards em uma opereta gay dedicada a Namor, o príncipe de sungas.

Confira a letra de Condicional, devidamente analisada por nossa valorosa equipe de especialistas.

Condicional
(Rodrigo Amarente)

Quis nunca te perder / Tanto que demais / Via em tudo céu / Fiz de tudo cais
Rodrigo Amarante Richards já começa a canção falando da mudança de rumos provocada pela sunga do anti-herói orelhudo. Se antes tudo que lhe interessava eram os horizontes infinitos do espaço (Via em tudo céu), agora era a água que lhe transbordava desejos (Fiz de tudo cais).

Dei-te pra ancorar / Doces deletérios
Aqui, sugere investidas um tanto quanto ousadas da parte do mais inteligente morador do Edifício Baxter. Investidas que deixariam Ben Grimm laranja de vergonha.

E quis ter os pés no chão / Tanto eu abri mão / Que hoje eu entendi / Sonho não se dá / É botão de flor / O sabor de fel / É de cortar
Reed, resignado, entende que teria que abandonar o solo, também. E decide que não devam haver limites para o amor: aceitaria, eventualmente, ir morar em algum palácio rosa na Atlântida, cortando de vez o sonho de família perfeita, representada por Sue Richards, seus filhos Franklin e Val, seu cunhado Johnny e seu brother Ben. Cada um que viva sua vida, receita o doutor (Sonho não se dá).

Eu sei é um doce te amar / O amargo é querer-te pra mim / O que eu preciso é lembrar e ver / Antes de te ter e de ser teu, muito bem
O Sr. Fantástico ri da ironia que é ter sentimentos extermamente doces por tão salgado corpo. E titubeia, do alto do seu paladar meta-humano, demasiadamente meta-humano.

Quis nunca te ganhar / Tanto que forjei / Asas nos teus pés / Ondas pra levar / Deixo desvendar / Todos os mistérios
Após anos escondendo seus sentimentos, Reed deixava Namor livre. E Namor sempre voltava (atrás da esposa do Reed, mas voltava). As asinhas nos pés de Namor seriam uma metáfora de sua liberdade, ao menos segundo Dr. Richards. Mas as ondas que o levavam costumeiramente o traziam de volta.

Sei que tanto te soltei / Que você me quis / Em todo o lugar / Li em cada olhar / Quanta intenção / Eu vivia preso
Senhor Fantástico chama Namor de viado, na cara dura, e ainda reclama dos limites caretas e retrógrados de sua relação com a Mulher Invisível. Doido pra camuflar, esse safado.

Eu sei é um doce te amar / O amargo é querer-te pra mim / O que eu preciso é lembrar e ver / Antes de te ter e de ser teu
Aqui percebemos que Los Hermanos é uma farsa, já que vivem dizendo que refrão é coisa de vendido. Bom, talvez eles tivessem falando dos refrões bons...

O que eu queria o que eu fazia o que mais? / E alguma coisa a gente tem que amar / Mas o que não sei mais
Reed põe a mão na consciência e analisa sua carreira como herói. E em seguida ainda desnuda suas "dúvidas quanto a orientação sexual", termo cool para viados enrustidos (Mas o que não sei mais)

Os dias que eu me vejo só são dias / Que eu me encontro mais e mesmo assim / Eu sei também existe alguém pra me libertar
O quanto mais longe da deliciosa Sue Richards (ainda mais gostosa depois que foi vivida pela Jessica Alba num cinema perto de você), mais o Sr. Richards sente vontade de empirulitar-se para as zonas mais erógenas da Atlântida. E, tal qual uma donzela romântica, reclina-se na janela do Edifício Baxter que dá pro mar. E espera...


Reed cansado de disfarçar

Esse certamente é o maior escândalo da história recente na indústria dos quadrinhos. Stan Lee está se revirando no caixão. Esses roteiristas não sabem mais o que inventar, e ainda vem esse barbudo metido a engraçadinho tirar onda. Dignidade já, diria Leão Lobo, o líder do Quarteto Fantástico.

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