quinta-feira, outubro 28, 2004

Próxima Parada: Cardíaca



O que ocorreu ontem, no jogo entre Sâo Paulo e São Caetano, foi um escândalo.

Evidentemente que não falo do sumiço do cara da ambulância, muito menos da falta de um desfibrilador, ou da incompetência dos dirigentes do São Caetano que não demitiram o pobre Serginho para que ele fosse morrer em outra freguesia. Não!!

Escândalo foi ter o espetáculo interrompido graças a um mero acidente cardio-vascular. Um absurdo que Cláudio Carsughi chamaria de clamoroso, com seu elegante sotaque italiano. Claro que o São Caetano e seu plantel não poderia ser prejudicado. Então, que permitissem substituir o cadáver por um sujeito minimamente vivo, a não ser que as 3 substituições já tivessem sido efetuadas, claro. Ou, se Chamusca assim preferisse, que o deixasse ali mesmo, já que morto ele até conseguiu cometer uma falta no Grafite e quase derrubá-lo no chão (e o juiz não deu pênalti, safado).

A culpa cristã, em um jogo entre tantos Sãos e nem todos salvos, me faz pensar que aqui se faz, aqui se paga. Serginho, zagueiro porradeiro e sem noção, pagou com a vida por anos dedicados a trombadas e ao não-futebol. Espero que Cocitos e afins tenham ido dormir com muito medo.

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